segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sem Título, Sem Legenda



Quando eu andava cega
Tu calçavas meu caminho
O tropeço me era afável.

Quando eu falava sério
Tu me remedavas, tu rias
E a surdez amplificava tua voz.

Quando me dava inteira
Tu arremessavas ao ratos essa carne
Eu delirava com o odor da putrefação.

Quanto eu te amava
Simplesmente te amava
Não desejava sê-lo mais nada.

Quando deixei de te amar
Passei a ver, ouvir, sentir odor de rosas
E continuei almejando ser teu amor.

Os espelhos nunca deixaram de refletir tua imagem.

(Cristine H H)

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