Quando eu andava cega
Tu calçavas meu caminho
O tropeço me era afável.
Quando eu falava sério
Tu me remedavas, tu rias
E a surdez amplificava tua voz.
Quando me dava inteira
Tu arremessavas ao ratos essa carne
Eu delirava com o odor da putrefação.
Quanto eu te amava
Simplesmente te amava
Não desejava sê-lo mais nada.
Quando deixei de te amar
Passei a ver, ouvir, sentir odor de rosas
E continuei almejando ser teu amor.
Os espelhos nunca deixaram de refletir tua imagem.
(Cristine H H)
A paixão nos faz pensar em círculos
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