quinta-feira, 14 de julho de 2011

QUANDO O MOMENTO SE PERDEU NO ESQUECIMENTO



Acorrentada por elos de titânio
Tenho presa a alma que não voa
Que queda inerte
(aceita imóvel).

A saudade, até,
(aquela bandida que anda vagando em nuvens)
Não mais me vem ver
Não vem atentar meu sossego mórbido.

Pedra!
(bruta sem lapidação)
Aguardando apenas
Pelo beijo da morte, ou, talvez, pela chave que me trará a tua memória.

(Cristine H H).

Um comentário:

  1. "Esquecer é andar entre destroços
    Que além se multiplicam
    Sem reparar na lividez dos ossos
    Nem nas cinzas que ficam...

    E caminhar por entre pesadelos
    Sonâmbulos perfeitos
    Cobertos de nevoeiros de gelo,
    Com certa ânsia no peito.

    Esquecer é não ter lágrimas puras,
    Nem asas para beijos
    Que voem procurando sepulturas
    E queixas e desejos!

    (...)

    Cinza que cai nas almas, que as consome,
    Que apaga toda a flama,
    Infinito crepúsculo sem nome,
    Voz morta à voz que a chama.

    (...)

    Cruz e Sousa

    Lindo, não é mesmo? Foi a melhor definição do esquecimento que já li. Para seu poema achei que serviu tão perfeito como o sapatinho de cristal no pé da cinderela.
    Vi seu perfil lá no orkut através da comunidade "Trocando palavras". Vim fazer uma visitinha no seu blog.

    abraços

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